O meu pequeno homem…
Insiste e persiste nas suas brincadeiras doces
Inocentes
Brincadeiras de alguém a quem o Sol ainda aquece as costas
Há até quem tenha as costas frias
Gélidas
E a temperatura desce
Graus negativos que me consomem
E continuamos, nós, tolos, a acreditar nesse mesmo Sol quente
Que não nos aquece nem arrefece jamais
A inocência já se sumiu nas aventuras malvadas
Em que nos deleitámos uma vez
Porém é nas horas amargas da madrugada
No sono enfermo
Que a consciência vagueia sobre o que é e o que não é
Vagueia eternamente e sempre desassossegada
Nas horas amargas da madrugada.
Ousei em procurar esse Sol inocente
E as minhas costas foram embaladas por ele
De tal forma que todo o meu corpo queimou
Toda a minha alma esmoreceu
Assim derreteram as asas ingénuas de Ícaro em que me atrevi a voar